sexta-feira, janeiro 22, 2010

Poema quase esquecido

Como descrever?
Escreve, apenas.
Põe na ponta dos dedos o mal que te atormenta.
Ou diz logo o que dói dizer?
Não! Cala-te e
Procura no silêncio a reflexão e
Encontra o passo errado que destes.
Na dança?
Ah, mas há tropeços que não combinam
com meu tango argentino...

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Sucks?

Dia cinza, como São Paulo. Milhares de mortos no mundo inteiro com a natureza devolvendo o mal que fazem com ela. Dia sem piscina, cheio de lama, de morro desabando e com carteira de motorista adiada. Quem precisa saber estacionar o carro?

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Graças a Deus

Meu Deus, que noite especial!
Na mesa branca, com vários médiuns, disseram: a partir de hoje é uma nova vida. E eu acredito!

Inspirada na energia boa do passeio maravilhoso que minha amiga Cyntia me levou para desfrutar nessa noite chuvosa, eu tenho duas coisas a dizer. A primeira é de minha autoria. A segunda é uma cópia do que já existia e que, por ser tão bonito, coloco aqui:

Para que chorar por ter perdido, se posso sorrir por ter vivido?

"Um homem caminhava contente pela praia e via, ao lado de suas pegadas, outras duas pegadas de alguém que o acompanhava. Seguia feliz, com o amigo a acompanhá-lo. De repente, tomado por um momento de tristeza, desespero e desamparo, ele olha as pegadas no chão e só vê duas, não mais quatro. Inconformado, ele grita aos céus: - por que na hora de desespero me abandonas? E Deus responde: - Meu filho, as pegadas que vês na areia são minhas. Eu te carrego no colo."

Graças a Deus era o que no começo me incomodou, na sala cheia de gente.
No final, era exatamente o que eu queria dizer...

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Dia de comemoração

Em dia de comemoração, trago alguns poemas de Mário Quintana ("Rua dos Cataventos & Outros Poemas")

Da felicidade
Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura,
Tendo-os na ponta do nariz!

Os degraus
Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não suba aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Nãos desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...

O futuro
Na bola de cristal procuro meu futuro:
futuro tão brilhante que aos olhos me faz mal...
Não, não esse brilho fácil das girândolas,
mas uma súbita, silenciosa explosão de cores
- prenúncio da total
subversão! -
até que então o Grande Mágico
regendo o novo Caos
(... e mesmo porque nada pode ser destruído...)
até que o Grande Mágico
- afinal -
com todos os espantosos subprodutos da última Bomba H
recomponha o milagre de cada indivíduo!

terça-feira, janeiro 05, 2010

Vontade de cantar uma bela canção

Estava olhando as fotos do orkut. Álbuns da vida, da infância, cheio de ... não sei. Dói. É tão difícil encarar as fotografias, não é? Tem tanto passado nelas, tanta história, sentimento. Tem até pessoas que já deixaram aquele corpo e estão só no ar... por aí, nos abençoando.
Aquela amiga, aquele amor, aquele cachorro, aquela mãe.

Pior do que o álbum é a realidade, quando diferente.
Melhor do que ele, a vida, que dá chances de renovação.


Mesmo os que já partiram, e os que se separaram, sempre tem um depois.
E nele a gente vai depositando muitas energias.

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sábado, janeiro 02, 2010

O ano é novo, mas a vida é velha

Chegou 2010!
Dois anos para o mundo acabar?
Iiiii, acho que não...
E isso vai ser um problema para muitos, pois teremos que viver ainda por um bom tempo com os monstros na nossa própria criação.

Quer ter sossego?

Hora de pensar melhor antes de agir, e começar a cuidar dos recursos naturais.
A Terra está esquentando, as enchentes estão matando vários e a reciclagem ainda é muito pequena.
Vamos começar a separar o lixo?
Caixas de leite, por exemplo... É abrir com uma tesoura, lavar, deixar secar e reciclar.
Plantar temperos em garrafas peti cortadas é uma boa também. Colocar cebolinha, salsinha, manjericão...


Acreditem, vamos ter 2013, mas o conforto desse ano depende do agora.
Mãos à obra!