sábado, dezembro 31, 2011

Vire-se

mais uma volta
vinho valsa vestidos
vastos pedidos
não espere a virada
vire-se

terça-feira, dezembro 27, 2011

Bonito, hein?

Eu descobri um dia, ainda na escola
Quando olhava a lousa e não via direito, que meu olho tem defeito

Ele não funciona bem como deveria
Distorce as coisas que já são distorcidas
Me faz ver diferente, borrado
Mamãe me levou no oftalmo

Precisa de óculos, meu amor
Seus olhos castanhos precisam de ajuda para melhor ver
Nada grave. Você pode continuar vendo estranho
Tendo a necessidade de aproximar as coisas para melhor conferir.
Ou coloque um objeto apoiado nas orelhas e no nariz
E pronto, vá ser feliz!

Mas muitos complicam, e acham aquilo feio
Metal ou plástico com dois vidros no meio

Ai, que feia, não é mesmo?! Diz um, que enxerga tão mal quanto.
Ai, que horror! Fala outro, de lente de contato.
Nossa, deixa a pessoa ainda pior!

E a suposta vítima, ajeita a coisa no rosto
Abre um sorriso tranquilo
E segue segura de que, se o mundo a acha mais feia com o óculos
É com ele que ela também conseguem melhor enxergar a feiura do mundo
Fico eu mais feia e você, também. Ops!

Final do jogo: empate.

quarta-feira, dezembro 21, 2011

...quatrocentos milhões, quinhentos e quarenta e dois mil, trezentos e vinte dois carneirinhos...

As coisas que dependem de mais de um, diretamente, ficam pendentes.
É um tal de eu resolvo ali, que fica valendo: o todo mundo é ninguém.
É ninguém.

É um tal de esperar o outro falar ali, que fica você no vácuo.
Surdo e mudo total, sem o outro para desempacar o processo.
Já te mando o e-mail e a coisa não vem.
Já te ligo e o coiso não toca.
Já isso e já aquilo, quando o termo certo é "ainda"

Ainda preciso te mandar o e-mail
Ainda preciso te ligar
Ainda tá tudo parado

E eu permaneço contra o maluco que acreditou um dia
que um grupo de desinteressados poderiam realizar algo juntos

Se ao menos fossem sinceros em dizer que abrem mão...
Mas não! Ficam aí segurando a toalha quando eu queria mesmo é puxá-la de uma vez, estendê-la no chão e deitar, olhando as nuvens.

¬¬

sábado, dezembro 17, 2011

A (insuportável) leveza do ser

"Sabe, Tomás, talvez eu ame essa cadela mais do que eu te amo. Não mais! Eu digo... de uma maneira melhor... Eu não tenho ciúmes dela, eu não quero que ela seja diferente. Não lhe peço nada em troca".

É, Tereza, certas coisas é questão de aceitar. Outras, de optar. Fuja! Mas não com o problema. Fuja DO problema. =_)

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Passei a mão!

Passei a mão em um cachorro de rua hoje.
O nenê do Samuel.
Chama-se Marrom e comia um osso feliz.

Chamaram ele para dar oi e ele veio.
Direto em mim.
Enquanto vinha em minha direção, abanando o rabo saltitante, pensei: será que coloco a mão?
E ele? O que ele pensou? Pensou em amor: veio direto e reto e deu uma bela lambida.

Veja só!
Eu, ser humano: hesito em viver
Ele, cachorro: dá carinho sem pensar duas vezes

Ah, temos que parar de chamar os homens de cachorros mesmo.
Não é justo com os bichinhos!

ê, coisa boa!

segunda-feira, dezembro 12, 2011

é tempo

3 min para chegar o dia de mais uma libertação.
Livra-se do peso do papel, adquire-se o peso do que ele deve representar.
Que Deus me ajude nessa jornada, literalmente.