quarta-feira, setembro 29, 2010

O amor é.

É um laço.
Pode ajudar no embulho do presente.
Pode servir para se enforcar.

terça-feira, setembro 21, 2010

Maga_mala_bares

"Escreva uma poesia!". De contrária vou à prosa. Como oscila o sentimento. Por quase tudo a toda hora. Primeiro a inimiga passada e nem se lembrava da presente, que mantinha sua boca grande ocupada. Depois a do passado volta a ser motivo de piedade e o olho fica na da boca grande. Um bocão, grande assim, que quer engolir o do lado, o de cima, o de baixo. Cuidado para não morder a língua! Alguém mais enfesado grita. São processos, deixa estar. Se uma hora a gente se engasga, coloca tudo para fora e volta a engolir. Movimentos antropofágicos de nós mesmos. E não fica só na carne, bom seria. Dói na fumacinha, no etéreo.

Dói porque você estava certo de não agir como quer que ajam com você. Isso coloca uma espectativa de retorno. Só tente fazer o certo, o que está escrito, mesmo parecendo torto. No livro se encontra um resumo do manual da vida. E não tem muito segredo. É ser sincero, desapegado, não se atropelar. Vieste de parto normal, não te colocaram no mundo. Você é quem nasceu. Aceitou a prova de voltar e se voltou é porque precisa. O simples fato de ser vivo é um avanço.

Cadê a caderneta com as minhas tarefas? Ela se chama dor. Está em cima do meu armário, dentro da minha gaveta, embaixo da cama. A faxineira está passando. Olha a caderneta aparecendo... E você sabe que precisa abri-la. Ela foi feita para ser apagada. E só se apaga as dores abrindo a caderneta. Abra ela e passe a borracha. Entenda como quiser. Pode ser sangue, pode ser lágrima, contanto o que estiver embaixo suma. Você sabe né, que tem um sangue que escorre mas não dói. Ele lava. O olho incha, para você olhar menos e ver mais. E veja você o tamanho do mundo. São mais de 6 bilhões, uma profusão de gente. Gente a rodo. Imagine quantos malucos, quantos doentes. Vai querer abraçar tudo isso? Não, pare com essa ideia de revolução mundial. Ela é semente a desabrochar em você.

Sai de dentro a mudança. Muda. Sai da toca do coelho mesmo que seu amigo do lado não tenha prestado atenção no movimento e você tenha ficado sem toca. O meio da roda é um lugar muito bom também. Ele parece ser o pior, mas te permite ficar bem abaixo da luz. Expor-se, abrir a caderneta, rezar por nós. Tudo são processos. Deixa estar. Se o chifre chegar, pode até te ajudar a deixar a casa mais bonita e receptiva. Quem sabe até pegue gosto pela coisa e vire colecionador?

quarta-feira, setembro 15, 2010

Sem palavras

Ele queria muito fazer um filme, aquele filme, sabe?
Queria muito que fosse real, que passasse toda a emoção.
Não se privou de nada para fazer o melhor, passar o melhor.
Assim assumiu o papel de risco, risco de sucesso, risco de fracasso.
A bala estalou forte ao lado do seu ouvido. Ponto.
...Ele ficou surdo.

quarta-feira, setembro 01, 2010

Piada

Que seja um mês bom.
Sê bom
Sê tembro.