Só se fala no eu.
O quanto eu sofro
O quanto eu estou só.
Preguiça, resuma tudo nessa palavra
Tanta gente disposta ao abraço
O medo é compreensível, mas tudo tem seu risco
Risco de fracasso, risco de sucesso
E o petisco, ao final, pode ser alcançado.
O que não pode são as nádegas flácidas
Como as margens do Ipiranga, plácidas
À espera do grito redentor.
Mova-se, criatura
Não fique deitada eternamente em berço esplêndido
Ao som do mar, e à luz do céu profundo
Fulguras, ó você, só iluminarão a América
Quando alguém estiver disposto a carregar a tocha
Tá faltando filho teu que não foge à luta
e quem não tema quem lhe adore a própria morte.
E dale eu, eu e eu..
Puff!


