domingo, abril 11, 2010

Mamacita

Sí, eres muy linda, bella, vuluptosa, hermosa, impactante. Sim, as mulheres são assim, quando amam e se deixam levar pelas mãos. Abraçamos, apertamos, seguramos firmemente. Sentimos com o tato o cabelo do querido e acariciamos nossa alma quando sobre ele passamos as mãos.

Ele dorme no nosso colo como uma criança que precisa ser acalmada contra os próprios medos. Medo de te perder, ele disse. Não, medo de te perder, ela disse. Ele sabe que tudo já está perdido, mas que há encontros na caminhada da perdição, então caminha. Caminhamos. Ela aceita a peregrinação.

Saem por noites e bares. Entre amigos trocam olhares de carinho. Ele gosta dela. Ela gosta dele. Mas se ela quiser ficar com alguém, pode ir. O importante é ser feliz. Seja feliz, porque te quiero mucho, disse ele. E ela também o deixa beijar outras brasileiras, porque te quiero mucho, disse ela. E se querem.

Querendo-se, então, vão construindo uma história com final já sabido. Com final, simplesmente. Não sabem até que ponto se entregam à vontade de amar. Sentem que têm muito em comum. Sentem que têm nada em comum, mas adoram isso. Na diferença vão se fazendo mais fortes. Com os desníveis acontece o aprendizado, a troca. Eles não se completam, eles compartilham. Compartilhar vale mais.

E tudo é questão de disposição. De tentar.
Os amorfos se distraem.
E os dispostos se atraem.

Sí, mamacita. Me quieres mucho. Ya lo sé.

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