- É uma estupidez, doutor, compreende. Eu não vim ao mundo para fazer reportagens. Mas talvez tenha vindo ao mundo para viver com uma mulher. Não é a ordem natural das coisas?
(ps: coitado!)
Fala do narrador:
Os que ali viviam até então não puderam deixar de considerar esta medida como uma peça que lhes havia sido pregada especialmente e, em todo o caso, pensavam, por contraste, nos habitantes dos outros bairros como homens livres. Estes, por outro lado, nos seus momentos difíceis, consolavam-se ao imaginar que outros eram ainda menos livres que eles. "Há sempre alguém mais prisioneiro que eu" - era a frase que resumia então a única esperança possível.

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