sábado, agosto 27, 2011

Se você quer, tome!

Meu umbigo!
Só se fala no eu.
O quanto eu sofro
O quanto eu estou só.

Preguiça, resuma tudo nessa palavra
Tanta gente disposta ao abraço

O medo é compreensível, mas tudo tem seu risco
Risco de fracasso, risco de sucesso

E o petisco, ao final, pode ser alcançado.

O que não pode são as nádegas flácidas
Como as margens do Ipiranga, plácidas
À espera do grito redentor.

Mova-se, criatura
Não fique deitada eternamente em berço esplêndido
Ao som do mar, e à luz do céu profundo

Fulguras, ó você, só iluminarão a América
Quando alguém estiver disposto a carregar a tocha

Tá faltando filho teu que não foge à luta
e quem não tema quem lhe adore a própria morte.

E dale eu, eu e eu..
Puff!

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