"[Os albergados] vão ficar em um período de seis meses dentro dessa casa, e dentro desses seis meses, vão buscar um trampolim para que ele possa sair para uma condição melhor. Então é feito um acompanhamento também pelo psicólogo e assistentes sociais."
Se ele não consegue arrumar um emprego nesse período de seis meses ele tem que ir embora mesmo assim?
"No nosso caso a gente faz um estudo do caso dele, quais são as possibilidades dele de saída daqui. Então o primeiro passo, vamos estimular, novamente, documento, vamos estimular ele a trabalhar, na questão da área da educação, então é encaminhamentos que vamos dando nesse período. Se ele está tendo uma evolução dentro desse processo, qual o mecanismo de saída dele aqui. Por exemplo, se ele conseguir um emprego, tudo, ele não tem mais necessidade de ficar em um centro de acolhida (...) Quando ele sai, ele vê que já deu um passo, ele já evoluiu.
Mas aí depende da evolução dele, e se ele não evoluir durante esses seis meses?
"Se nesse período de seis meses ele não conseguir existem mais, em torno de 40 centros de acolhida aqui dentro do município, em que nós, vendo a situação dele, então a gente procura que ele seja transferido para outro centro de acolhida em que ele vai ter mais um gás, mais um gás aí de seis meses para ser, é... para ser desenvolvido um outro trabalho em um outro centro."
Entrevista em um albergue.
Ou seja...
ela não resolve. Ela transfere o problema!

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