Passei a mão em um cachorro de rua hoje.
O nenê do Samuel.
Chama-se Marrom e comia um osso feliz.
Chamaram ele para dar oi e ele veio.
Direto em mim.
Enquanto vinha em minha direção, abanando o rabo saltitante, pensei: será que coloco a mão?
E ele? O que ele pensou? Pensou em amor: veio direto e reto e deu uma bela lambida.
Veja só!
Eu, ser humano: hesito em viver
Ele, cachorro: dá carinho sem pensar duas vezes
Ah, temos que parar de chamar os homens de cachorros mesmo.
Não é justo com os bichinhos!
ê, coisa boa!

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