Falta de auto-estima, falta de crença em si mesmo, falta de humildade. Inveja de Picasso. Gostaria de sê-lo, negando-o. Jackson Pollock. Mais um gênio perdido, levado pelo álcool, pelas devassas. Não basta ser brilhante, tem que saber brilhar.
O filme é bonito, apesar de triste. Vi nele a vida material humilde de artistas que seguem seus ricos sonhos. Ele não trabalhava em grandes firmas, sua preocupação/riqueza era pintar. Conheceu uma grande mulher Lee Krasner, também pintora, artista. Perfeita expressão da faixa vibratória das almas. Eles combinavam.
Quando ela foi, a vida dele foi também. A ideia inicial é de total dependência. Ela agarra a esse homem como uma mãe, fazendo de tudo para vê-lo brilhar. Ela não telefona vendendo os quadros dela, ela organiza as exposições para ele. Quando viviam juntos, a vida dela era a dele. O talento dele era a expressão do dela. O café que ela fazia, o carinho, a comida, os telefonemas, as palavras, convertiam-se em obras de arte. Trabalho de dupla autoria.
E ele, o grande gênio, o ousado, o admirado, o mais conhecido, definhou-se. Devassas levaram ele. Cervejas e mulheres, todas elas. E o cuidado com o comportamento não correspondendo ao cuidado com a obra, deixou os quadros órfãos muito cedo. Uma pena!
O papel da mulher
Agora acho que cheguei ao ponto sobre o qual, de fato, gostaria de tratar. O papel da mulher na vida dos grandes artistas. É interessantíssimo o papel da mulher. Pollock diz a si mesmo, que deve algo a Lee, que sem ela teria morrido muito antes. A devassa afirma: mas sou eu que o amo. Não! Por Deus! Só porque você é que está na cama a toda hora com ele? Lee era, de certa forma, a mecenas e, em todas as formas, a mantenedora da arte. Quanto valia cada tapinha de aprovação dado nas costas do marido? Muito!
No final o que se ouve é: “Nunca a amei, vadia!”. Ele falou movido pela devassa, seguro que o sentimento por ela era enorme. Mas será que as coisas acabam sempre assim? Grandes artistas, com mulheres fortes e batalhadoras do lado, que se privam da própria arte para alimentar a arte do marido, acabam perdidos no braço de outras e toda aquela história bonita que construíram juntos... tudo perdido como um quadro no incêndio.
O amor é um sentimento muito estranho. Ele confunde tudo. Confunde o que era para ser amizade, o que era para ser só admiração. Não sei dizer se ela amava a pessoa ou o artista. Talvez seja, de fato, um egoísmo a dois com ela amando nele a imagem que queria ver de si. Quando ele parou de pintar, ela foi-se.
Ah, que loucura. Quero ainda ver um filme em que a mulher é grande, forte, a artista e há o homem do lado, dando todo o suporte e fazendo o café. Edith Piaf afundou-se sozinha, Frida Kahlo, no final também era só. Dalva levou um pé na bunda bem dado por Herivelto. Que mais?
Relacionamento tem prazo de validade?! Que triste. Difícil é saber quando o momento certo de partir:
“Quando sabe que terminou um quadro?”
“Quando sabe que terminou de fazer amor?”

Eu quis dizer que seu blog é bom, mais você deveria da mais atenção a ele na questão de postagem,tentar aumentar o número mensal de postagem.ao máximo possível.Na verdade até o ponto que não altere a qualidade do mesmo.
ResponderExcluirvocê escreve para você e curiosos,acho que eu mim encaixo nos curiosos...
Ass;angelo
http://devorador-d6-pecado.blogspot.com/